Livro - Banco da Vitória - A história Esquecida

Livro: Banco da Vitória - A história esquecida.

Segunda edição - Ampliada e Revisada.
Lançamento - Novembro de 2016.


Sumário:

1 - Agradecimentos. 5
2 - Apresentação. 9
3 – Banco da Vitória – A antiga capital do cacau. 14
4 - Banco da Vitória, à sombra da história da Capitania de São Jorge dos Ilhéus  17
5 – Nas Margens do Rio Cachoeira. 30
6 - Antes dos Portugueses. 40
7 - A influência dos povos africanos em Banco da Vitória. 51
8 – A colonização europeia em Banco da Vitória. 60
9 - A colonização dos retirantes nordestinos. 63
10 - As primeiras explorações da região de Banco da Vitória. 66
11 - A Trilha do Banco. 74
12 – Ferdinand Freiherr von Steiger-Mussinger: O Barão de Banco da Vitória. 77
13 – A Visita do Príncipe Maximiliano ao Banco da Vitória. 81
14 - A Sesmaria e a Fazenda Victória. 84
15 - A origem do nome de Banco da Vitória. 93
16 - A Rainha (ou princesa) da Fazenda Vitória. 97
17 - O Porto do Jenipapo e o desenvolvimento de Banco da Vitória. 103
18 – Os ciclos de desenvolvimento do Banco da Vitória. 108
19 - Os Tempos Áureos do Cacau e o desenvolvimento de Banco da Vitória. 111
20 - Banco da vitória A primeira capital do cacau.. 122
21 - O Declínio de Banco da Vitória. 125
22 - O Bairro de Banco da Vitória. 130
23 - Alternativas de desenvolvimentos sociais para o Banco da Vitória. 134
24 - Os “bairros” de Banco da Vitória e suas referências geográficas. 136
25 – Crônicas de Banco da Vitória. 142
26 - As Sementes das nossas vitórias. 147
27 - Conclusão. 152
28 - CEP’s e Ruas da região do bairro de Banco da Vitória. 154
29 - Referência históricas de locais e imóveis em Banco da Vitória. 157
39 - Referencias locais antigas: 158
31 - Referências Oitivas. 160
32 - Referências bibliográficas. 161
33 – O Autor.

Livro - Prosas e causos de Banco da Vitória

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Livro: Prosas e Causos de Banco da Vitória.

Roberto Carlos Rodrigues

2016

Sumário

1 - Introdução. 5

2 - A História da Sesmaria e Fazenda Victória. 8

3 - Ferdinand von Steiger-Mussinger - O Barão de Banco da Vitória. 10

4 – Hugo Kaufmann – O provedor mor de Banco da Vitória. 11

5 - A Estrada de Ilhéus-Itabuna e a Bica da Água Boa de Banco da Vitória. 13

6 - A Tragédia de Banco da Vitória. 16

7 - Dias de Canícula, em Banco da Vitória. 18

8 - Zito Alfaiate, o Urubu Aderbal e a Turma da Trilha. 20

9 - As Pescarias de João de Coló. 23

10 - A Índia do Fudião. 26

12 - A Santa Missão. 30

13 - As Estórias de Cabo Jonas. 32

14 - Gaguinho e Siboney. 35

15 - O Grande Encontro. 36

16 - Seu Pedro Preto. 38

17 - O Caroço de Bembeu. 40

18 - A Quase fatal Dor na Titela. 42

19 - A Tesoura de Seu Faustino. 45

20 - Os Hippies de Banco da Vitória. 47

21 - 2 Metros e 9 Centímetros de (quase) macho. 49

22 - O carnaval de Banco da Vitória. 51

23 - Quem Bateu em Tum?. 54

24 - O Dia da Trágica Vacinação. 57

25 - A Noite no Circo. 59

26 - O Forró de Maria Alcina. 60

27 - Você é de quem?. 62

28 - O Forró de Dona Raquel 63

29 - O Cinema de Banco da Vitória. 65

30 - Futebol! 68

31 - Lampião e o Banco da Vitória. 70

32 - Os Maravilhosos Sabores de Banco da Vitória. 72

33 - Os Comem Concretos. 75

34 - O Banco da Vitória na Guerra das Malvinas. 77

35 - O Petróleo de Banco da Vitória. 79

36 - Jorge Amado e o Banco da Vitória. 81

37 - Perdemos Neguinha, ganhamos uma lenda. 83

38 - De quem é esse jegue?. 85

39 - A Fantástica Oficina de Nestor Pereira. 87

40 - São João passou por aí?. 89

41 - Antônio de Isaías -  Ah! Não vai dá não! 91

42 - Joaquim Rodrigues Araújo, o Quincas de Banco da Vitória. 93

43 - O Agouro Fatal 94

44 - Herval Soledade, Amigo de Banco da Vitória. 96

45 - As Cores de Banco da Vitória. 98

46 - O melhor Sobe-e-Desce do Mundo. 99

47 - Projeto Cozinha Alternativa de Banco da Vitória fracassa em 90 dias. 100

48 - Feliciano de Assis - A Pedra Angular de Banco da Vitória. 102

49 - A Tabaca de Luiza Preta. 105

50 - Dominguinhos da Farinha abre nova filial nas bandas celestiais. 107

52 - Quando Fui Fazendeiro de Cacau. 108

53 - O Melhor Nego Bom do Mundo. 110

54 - A Melhor Farofa de Arroz do Mundo. 111

55 - Salve o Pobre Ousado! 112

56 - A fantástica biblioteca do professor Juracy Martins Santana. 114

57 - As Conduções de Banco da Vitória. 117

58 - O Conjunto musical de Oficial do Cavaquinho. 119

59 – As Papas Gatos de Banco da Vitória. 121

60 – Maroto - O matador de Banco da Vitória. 123

61 – Dona Lia - A Matriarca de Banco da Vitória. 125

62 - Como Chegar a Banco da Vitória – Ilhéus - BA.. 135

63 - Dados do Autor: 137



A Trilha do Banco (da Vitória).

Até o ano de1709, havia poucas incursões para o interior da capitania de São Jorge dos Ilhéus. O limite a oeste pode-se dizer que era o engenho da Sesmaria Victória.
            Naquela época, quem infernizava as matas da redondeza já não eram mais os velhos Aimorés, mas sim os Gueréns (um ramo dos Aimorés) – índios de origem no sertão da Bahia que invadiram os domínios dos Aimorés e aterrorizaram essas bandas.
            Os Gueréns eram tão ferozes quanto os Aimorés. Todavia, ao contrário desses últimos, preferiam viver longe das margens dos rios e faziam somente ataques-surpresa aos engenhos de açúcar e fazendas da região.
            Em 1747, citando Silva Campos, o desbravador sertanista João Gonçalves da Costa desbravou as margens do rio Cachoeira, indo até os sertões (atual região próxima a Vitória da Conquista - BA). É dessa época a primeira nomeação extraoficial da Trilha do Banco. Uma picada aberta que margeava o lado esquerdo do rio Cachoeira indo até além da atual cidade de Itabuna, até a Vila de Ferradas.
            Era comum nessa época os desbravadores utilizarem canoas e pequenos barcos para alcançar o banco de areia existente no rio Cachoeira e a partir de ali adentrarem a Trilha do Banco, indo andando ou em lombos de burros e mulas para os sertões da Bahia e Minas Gerais. Próximo à atual Vila de Cachoeira a Trilha do Banco mudava de nome e se chamava Trilha do Rio e se estendia com este nome até a Vila de Ferradas (atual bairro de Itabuna) onde, de fato iniciava-se a trilha titulada DE Caminho dos Sertões ou Caminho para Minas.
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            A Trilha do Banco que margeava o rio Cachoeira foi utilizada por séculos por desbravadores, jesuítas e depois fazendeiros de cacau. O seu papel foi fundamental para a exploração e consolidação da região cacaueira do sul da Bahia.

            Documentos históricos citados por diversos autores relatam que somente depois de 1820 a região sul da Bahia começou efetivamente ser explorada e desbravada e muito para isso contribuiu a Trilha do Banco, que era o local onde as canoas e barcos chegavam e dali partiam homens, mulheres, crianças, animais de cargas e todos os tipos de mercadorias. O atual Banco da Vitória era, portanto, a porta de entrada e de saída das matas Atlânticas, em direção a Ilhéus e os sertões, pelo curso do rio Cachoeira.
            A partir de 1810 os desbravadores que vinham da Vila de Ilhéus chegavam de canoas ao Arraial do Banco e dali adentravam na "trilha do Banco" e iam até a "Vila de Cachoeira de Itabuna", então um pequeno arruado (em torno de dez choupanas e um pequeno curral), no meio do caminho entre as atuais cidades de Ilhéus e Itabuna.

Em 1815, apareciam as primeiras referências aos fatos ligados ao povoamento do território que constituiu o atual município de Itabuna.

            Entre os anos de 1812 e 1815, dois fatos históricos marcaram a capitania de São Jorge dos Ilhéus. O primeiro foi a abertura de uma estrada ligando a vila de Ilhéus ao sertão da Ressaca, como era chamada a região do Arraial da Conquista (atual cidade de Vitória da Conquista). A estrada foi concluída em 1815 e teve como ponto de partida as margens dos rios Cachoeira, Salgado e Gavião. Esta obra foi concebida pelo engenheiro e financista mineiro Felisberto Caldeira Brant, marques de Barbacena e utilizou a mão-de-obra de mais de 240 escravos e índios das missões. Essa estrada tinha a extensão de 42 léguas e tinha como objetivo principal escoar mercadorias dos sertões de Minas pelo porto de Ilhéus.

O segundo fato foi a visita do príncipe Maximiliano Wed-Neuwied (entre 1818 e 1819), insigne naturalista que visitou diversas terras da antiga capitania de São Jorge dos Ilhéus, em 1816, indo depois além de Vitória da Conquista e fronteiras de Minas[1].



[1] Esse é um dos Maximilianos que por aqui estiveram. Vide capítulo à parte.

Banco da Vitória - Foto aérea completa


Banco da Vitória - Foto aérea completa. Crédito de captura de tela: José Salomão.

Banco da Vitória em 1928 - por Roberto Carlos Rodrigues.



"Depois da curva o rio encontra os lábios do mar. É a maré salobra. A mata é de um verde brilhoso que cerca as paisagens e anuncia o verdadeiro paraíso indicado pela inesquecível Pedra de Guerra. 

Do céu azul impar respingam pássaros e sonhos de todas as naturezas, cores e possibilidades. É o inesquecível cobertor do lugar.

Nas águas mansas do velho Rio Cachoeira fervilham peixes e mariscos em profusões jamais vistas em todas essas plagas. Aqui não há fome e a paz reina entre a natureza e suas crias.

Nos ares mornos desse lugar, o aroma da terra suada perfuma a vida de um povo feliz pela própria natureza. O cacau brota de árvores em milhares de caules e, como os dias que despencam dos antigos calendários, fazem a alegria dos vivos. Tudo aqui é possível. Sabe-se facilmente. Basta somente o trabalho e a fé. O resto, a terra cuida e protege. 

Sabe-se logo que se está em Banco da Vitória do Rio Cachoeira. O destino dos sonhos possíveis. Ainda não é Ilhéus, se ver pela falta do mar aberto e pelo aroma ainda fraco da maresia. Mas, por certo, o melhor lugar do mundo já foi alcançado.

Pelo menos é assim que pensam os moradores deste lugar. É assim que eles se orgulham e se defendem. São felizes com o privilégio divino de viver neste maravilhoso lugar. Ali são amados e amantes.

Se ainda há melhor lugar, então eu sei que preciso de novas caminhadas. Pois estou em Banco da Vitória. Na verdade, sinto-me realmente vivo e pronto para brotar na terra que tanto sonhei encontrar.”

Banco da Vitória – Dados e Informações

Foto: José Nazal

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A comunidade de Banco da Vitória é um bairro da cidade de Ilhéus, Estado da Bahia. A sua localização se dá entre a margem esquerda o Rio Cachoeira e o morros pertencentes a Mata da Esperança. Esses morros são o Alto da Santa Clara, Alto da Bela Vista e Alto da Mata da Rinha (Morro do Iraque). A nossa localização geográfica é Latitude 14o.78’ 21” Longitude 39o. 09’ 89”(medição feita com GPS na Praça Guilherme Xavier) e Altitude 6,5 metros nesse local e 178 metros na Praça do Alto da Bela Vista.
O Banco da Vitória dista 06 quilômetros da área urbana da cidade de Ilhéus e está a 8,7 quilômetros do centro municipal. A comunidade fica a 20 quilômetros da cidade de Itabuna, sendo que nessa direção da rodovia temos as comunidades do Assentamento Frei Vantuy, a Vila de Cachoeira, a UESC, o bairro de Salobrinho e a CEPLAC.
Os limites territoriais de Banco da Vitória são: entre Banco da Vitória e Japu: começava na nascente do Ribeirão da Inhaíba, seguindo em linha reta, na direção oeste até encontrar o Ribeirão Jacarecica; sobe por este até encontrar os limites de Itabuna. Entre Ilhéus e Banco da Vitória: começava na foz do Ribeirão do Iguape, no Canal do Fundão, segue até a ponte da estrada de rodagem de Itabuna; daí em reta até o Rio Cachoeira na foz do Ribeirão de São João, pelo qual sobe até sua nascente; dali em reta até a nascente do Ribeirão da Inhaíba
A comunidade tem sistema de telefonia pertencente ao código de área de número 073 e prefixo telefônico do grupo 3675. O sistema de transporte se dá basicamente pela Rodovia Jorge Amado (BA 417) que corta a localidade no sentido leste oeste, margeando o Rio Cachoeira. O serviço público de transporte é oferecido por duas empresas, com linhas diretas para Ilhéus e Itabuna.
Estima-se a população humana de Banco da Vitória em torno de 10 mil moradores. Sendo que, pouco mais de 05 mil são eleitores. A nossa comunidade é um pólo de alimentação regional, com diversos restaurantes ao longo da Rodovia Jorge Amado que oferecem comidas como churrascos, assados, moquecas, pitus, camarões etc.
O Banco da Vitória é uma das localidades mais antigas da Região Cacaueira e foi por muitos anos um forte centro comercial regional. Isso principalmente no início do século XX com o desenvolvimento da lavoura cacaueira no sul da Bahia.
Antes dos portugueses, a região do Banco da Vitória e toda a margem o Rio Cachoeira era habitada por índios aimorés e tupiniquins. Com a colonização portuguesa das Sesmarias Ilheenses, se iniciou no ano de 1554 a ocupação da área onde hoje se localiza o Banco da Vitória. Essa ocupação ocorreu devido ao fato de o Rio Cachoeira ser navegável somente entre Ilhéus e o Banco da Vitória. Dessa forma, esse local se tornou um anteposto dos desbravadores e colonizadores das terras do sul da Bahia, como cita o historiador Silva Campos, no seu livro Crônica da Capitania de São Jorge dos Ilhéus.
Na região de Banco da Vitória se implantou no final do século XV um próspero empreendimento agrícola de nome Sesmaria Vitória. Séculos depois, essa sesmaria se transformou na Fazenda Victória, que existe até hoje em nossa comunidade.
O Banco da Vitória é a terra natal de Aldair Santos do Nascimento, mais conhecido como Aldair, nascido em 30 de Novembro de 1965. Aldair é jogador de futebol que atuou como zagueiro do Flamengo, Benfica (PT) e da Roma(IT) e da seleção brasileira. Ele participou de 03 Copas do Mundo e foi tetra campeã da Copa 1994, nos USA.
Conheça mais sobre o Banco da Vitória no livro: Banco da Vitória – História Esquecida, de Roberto Carlos Rodrigues.
Foto: José Nazal
Veja a seguir algumas fotos da nossa comunidade.

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