Livro Banco da Vitória - A História Esquecida - Lançamento

Em Breve!

Banco da Vitória - Foto aérea completa


Banco da Vitória - Foto aérea completa. Crédito de captura de tela: José Salomão.

Banco da Vitória em 1928 - por Roberto Carlos Rodrigues.



"Depois da curva o rio encontra os lábios do mar. É a maré salobra. A mata é de um verde brilhoso que cerca as paisagens e anuncia o verdadeiro paraíso indicado pela inesquecível Pedra de Guerra. 

Do céu azul impar respingam pássaros e sonhos de todas as naturezas, cores e possibilidades. É o inesquecível cobertor do lugar.

Nas águas mansas do velho Rio Cachoeira fervilham peixes e mariscos em profusões jamais vistas em todas essas plagas. Aqui não há fome e a paz reina entre a natureza e suas crias.

Nos ares mornos desse lugar, o aroma da terra suada perfuma a vida de um povo feliz pela própria natureza. O cacau brota de árvores em milhares de caules e, como os dias que despencam dos antigos calendários, fazem a alegria dos vivos. Tudo aqui é possível. Sabe-se facilmente. Basta somente o trabalho e a fé. O resto, a terra cuida e protege. 

Sabe-se logo que se está em Banco da Vitória do Rio Cachoeira. O destino dos sonhos possíveis. Ainda não é Ilhéus, se ver pela falta do mar aberto e pelo aroma ainda fraco da maresia. Mas, por certo, o melhor lugar do mundo já foi alcançado.

Pelo menos é assim que pensam os moradores deste lugar. É assim que eles se orgulham e se defendem. São felizes com o privilégio divino de viver neste maravilhoso lugar. Ali são amados e amantes.

Se ainda há melhor lugar, então eu sei que preciso de novas caminhadas. Pois estou em Banco da Vitória. Na verdade, sinto-me realmente vivo e pronto para brotar na terra que tanto sonhei encontrar.”

Eterno Maroto de Banco da Vitória

Maroto de Banco da Vitória - Marivaldo Gomes de Assis.

A Trilha do Banco (da Vitória).


Por Roberto Carlos Rodrigues.

Até 1709 havia poucas incursões para o interior da capitania de São Jorge dos Ilhéus. O limite ao oeste, pode se dizer que era o engenho da Sesmaria Vitória. Nessa época, quem infernizava as matas da redondeza já não eram mais os velhos aimorés, mas sim Gueréns (ramo dos iamorés). Índios de origem no sertão da Bahia que invadiram os domínios dos aimorés e aterrorizaram essas bandas. Os Gueréns eram tão ferozes quanto os aimorés. Todavia, ao contrário dos aimorés, preferiam viver longe das margens dos rios e faziam somente ataques surpresas aos engenhos de açúcar e fazendas da região. Em 1747, citando Silva Campos, o desbravador sertanista João Gonçalves da Costa, desbravou as margens do Rio Cachoeira indo até os sertões (atual região próxima a Vitória da Conquista). É dessa época a primeira nomeação da Trilha do Banco. Uma picada aberta que margeava o lado esquerdo o Rio Cachoeira indo até além da atual Itabuna.

Era comum nessa época os desbravadores virem de canoas até o banco de areia existente no Rio Cachoeira e a partir dali adentrarem à Trilha do Banco, indo andando ou em lombos de burros e mulas, para os sertões.

Posteriormente essa trilha se estendeu até a atual Ferrada (atual bairro de Itabuna) e depois foi até a atual Ibicaraí (antiga Palestina). Essa trilha foi utilizada por séculos por desbravadores, jesuítas e depois fazendeiros. Contudo, ela só se chamava Trilha do Banco até a proximidade de Itabuna (Fazenda Progresso). Depois dali se chamava de Caminho dos Sertões ou Caminhos para Minas.

Documentos históricos citados por diversos autores relatam que somente depois 1820 que a região sul da Bahia começou efetivamente ser explorada e desbravada e muito para isso contribuiu a trilha do Banco, que era o local aonde as canoas chegavam e dali partiam homens, mulheres, crianças, animais de cargas e todos os tipos de mercadorias. O Banco da Vitória é, portanto a porta para os que entravam e saiam das matas Atlânticas.

Em 1815 se têm as primeiras referências aos fatos ligados ao povoamento do território que constituiu o atual município de Itabuna. Os desbravadores que vinham da vila de Ilhéus chegavam de canoas ao Arraial do Banco e dali adentravam na "trilha do Banco" e iam até a "Vila de Cachoeira de Itabuna", um pequeno arruado (em torno de dez choupanas e um pequeno curral), no meio do caminho entre as atuais cidades de Ilhéus e Itabuna.

Nessa mesma época dois fatos históricos marcaram a capitania de São Jorge dos Ilhéus. O primeiro foi a abertura de uma estrada ligando a vila de Ilhéus ao sertão da Ressaca, como era chamada a região da atual Vitória da Conquista. O segundo fato foi a visita do príncipe Maximiliano Wed-Neuwied (entre 1818 e 1819), insigne naturalista que visitou diversas terras da antiga capitania de São Jorge dos Ilhéus, em 1816, indo além de Vitória da Conquista e fronteiras de Minas. (nota: esse é um dos Maximilianos que por aqui tiveram. Vide capítulo "a parte)

Segundo Adelino Kfoury Silveira, profundo conhecedor da História de Itabuna, os fundadores dessa cidade, Felix Severino do Amor Divino e o mulato Manoel Constantino, eram sergipanos e saíram da chapada dos índios, no interior de Sergipe e se encontraram em Banco da Vitória. Foi nos arredores do porto do Jenipapo em Banco da Vitória que eles ouviram falar das riquezas das terras rio acima e resolveram seguir o curso do rio cachoeira em busca de um local apropriado para as suas plantações. Esses homens realizaram uma abertura de um determinado trecho da mata e construíram um casebre. Depois fizeram ali pequenas plantações de mandioca, milho, feijão e outras provisões. A este local deram depois o nome de Marimbeta e este foi o embrião da nossa cidade irmã Itabuna. Dessa forma, a história de Itabuna está também diretamente ligada a história de Ilhéus, através de Banco da Vitória.

Com esse relato se corrige também um erro histórico que muito se ouve em Banco da Vitória. Na verdade o Banco da Vitória é mais velho que a cidade de Itabuna e a cidade de Ilhéus é bem mais velha que o Banco da Vitória. Ilhéus é 19 anos mais velha que a primeira citação do Banco do Furtado. Itabuna é 200 anos mais nova que Banco da Vitória. Indiferentes de idades e localizações, as localidades são todas localidades co-irmãs.

Banco da Vitória – Dados e Informações

Foto: José Nazal

A comunidade de Banco da Vitória é um bairro da cidade de Ilhéus, Estado da Bahia. A sua localização se dá entre a margem esquerda o Rio Cachoeira e o morros pertencentes a Mata da Esperança. Esses morros são o Alto da Santa Clara, Alto da Bela Vista e Alto da Mata da Rinha (Morro do Iraque). A nossa localização geográfica é Latitude 14o.78’ 21” Longitude 39o. 09’ 89”(medição feita com GPS na Praça Guilherme Xavier) e Altitude 6,5 metros nesse local e 178 metros na Praça do Alto da Bela Vista.
O Banco da Vitória dista 06 quilômetros da área urbana da cidade de Ilhéus e está a 8,7 quilômetros do centro municipal. A comunidade fica a 20 quilômetros da cidade de Itabuna, sendo que nessa direção da rodovia temos as comunidades do Assentamento Frei Vantuy, a Vila de Cachoeira, a UESC, o bairro de Salobrinho e a CEPLAC.
Os limites territoriais de Banco da Vitória são: entre Banco da Vitória e Japu: começava na nascente do Ribeirão da Inhaíba, seguindo em linha reta, na direção oeste até encontrar o Ribeirão Jacarecica; sobe por este até encontrar os limites de Itabuna. Entre Ilhéus e Banco da Vitória: começava na foz do Ribeirão do Iguape, no Canal do Fundão, segue até a ponte da estrada de rodagem de Itabuna; daí em reta até o Rio Cachoeira na foz do Ribeirão de São João, pelo qual sobe até sua nascente; dali em reta até a nascente do Ribeirão da Inhaíba
A comunidade tem sistema de telefonia pertencente ao código de área de número 073 e prefixo telefônico do grupo 3675. O sistema de transporte se dá basicamente pela Rodovia Jorge Amado (BA 417) que corta a localidade no sentido leste oeste, margeando o Rio Cachoeira. O serviço público de transporte é oferecido por duas empresas, com linhas diretas para Ilhéus e Itabuna.
Estima-se a população humana de Banco da Vitória em torno de 10 mil moradores. Sendo que, pouco mais de 05 mil são eleitores. A nossa comunidade é um pólo de alimentação regional, com diversos restaurantes ao longo da Rodovia Jorge Amado que oferecem comidas como churrascos, assados, moquecas, pitus, camarões etc.
O Banco da Vitória é uma das localidades mais antigas da Região Cacaueira e foi por muitos anos um forte centro comercial regional. Isso principalmente no início do século XX com o desenvolvimento da lavoura cacaueira no sul da Bahia.
Antes dos portugueses, a região do Banco da Vitória e toda a margem o Rio Cachoeira era habitada por índios aimorés e tupiniquins. Com a colonização portuguesa das Sesmarias Ilheenses, se iniciou no ano de 1554 a ocupação da área onde hoje se localiza o Banco da Vitória. Essa ocupação ocorreu devido ao fato de o Rio Cachoeira ser navegável somente entre Ilhéus e o Banco da Vitória. Dessa forma, esse local se tornou um anteposto dos desbravadores e colonizadores das terras do sul da Bahia, como cita o historiador Silva Campos, no seu livro Crônica da Capitania de São Jorge dos Ilhéus.
Na região de Banco da Vitória se implantou no final do século XV um próspero empreendimento agrícola de nome Sesmaria Vitória. Séculos depois, essa sesmaria se transformou na Fazenda Victória, que existe até hoje em nossa comunidade.
O Banco da Vitória é a terra natal de Aldair Santos do Nascimento, mais conhecido como Aldair, nascido em 30 de Novembro de 1965. Aldair é jogador de futebol que atuou como zagueiro do Flamengo, Benfica (PT) e da Roma(IT) e da seleção brasileira. Ele participou de 03 Copas do Mundo e foi tetra campeã da Copa 1994, nos USA.
Conheça mais sobre o Banco da Vitória no livro: Banco da Vitória – História Esquecida, de Roberto Carlos Rodrigues.
Foto: José Nazal
Veja a seguir algumas fotos da nossa comunidade.

Ruy Tatu, O Eremita de Banco da Vitória.


Por Roberto Carlos Rodrigues

O eremita de Banco da Vitória se chamava Ruy Tatu e não tinha registro de nascimento. Ele costumava dizer que seu nome era Ruy dos Santos, mas era conhecido em nossa comunidade apenas como Ruy Tatu. Ruy ganhou esse apelido devido às caças que ele vendia todos os sábados na feira de Banco da Vitória, onde os tatus eram os maiores e mais bonitos. Todavia, muitos acreditavam e o chamavam de Rui Tatu por que ele vivia literalmente num buraco, debaixo de uma rocha, nas imediações do Morro do Miliqui, nos limites dos municípios de Ilhéus e Uruçuca.

Ruy Tatu era um homem negro não usava armas de fogo para caçar. Normalmente as caças eram pegas em armadilhas ou então golpeadas com facões ou foices, na maioria dos casos nas cabeças dos animais. Ruy costumava caçar enveredando no mato e seguindo as trilhas dos animais. Como ele próprio dizia, muitas vezes, em suas tocaias o animal se aproximava dele sem sentir a sua presença. Esse era o seu artifício de caças. Para tanto, o caçador do Morro do Miliqui evitava se banhar durante suas caçadas e comumente andava nu no meio da mata. Depois de matar qualquer animal, ele dizia que rezava para a alma dos bichos.

Todos os sábados Ruy Tatu ia até a feira do Banco da Vitória e ali vendia rapidamente as suas caças espetaculares. Eram tatus, capivaras, teiús, pacas, jacarés e algumas aves como perdizes, sabiás, irerês, patos e pirús selvagens. Em pouco mais de uma hora todas as caças eram vendidas e Ruy ia então comprar suas mercadorias para levar para sua toca. Ele comprava peixes salgados, carne de boi, sal, um pouco de pó de café, aguardente e algumas velas. O dinheiro que ele arrecadava em suas vendas ninguém nunca soube o que ele fazia.

Quando ia ao Banco da Vitória ele vestia uma calça curta amarrada por uma tira de corda e uma camisa, ambas rasgadas. Jamais ele usou sapatos em sua vida e apesar de ganhar muitas roupas de presente, notava-se que ele utilizava uma roupa até acabar, sem jamais lavá-la.

Ruy Tatu tinha uma baixa estatura e malmente chegava a um metro e meio de altura. Ele não pesava mais que cinqüenta quilos e sempre andava com um facão amolado pendurado na cintura. Quando ia ao Banco da Vitória ele passava o dia inteiro na comunidade e muitas vezes comprava coisas como vários espelhos, brinquedos, cadernos, lápis, panelas, corte de tecidos, bolos etc. Muita gente sabia que aquele utensílios deviam ser dados de presente a alguém. Mas jamais se descobriu para quem Ruy dava essas coisas, já que na sua toca onde ele morava não havia nada que identificasse uma moradia. A cama era uma tarimba de biriba, coberta com palhas de palmeiras. Não ali havia bancos, cadeiras, armários etc.

Algumas roupas doadas ficavam penduradas nas árvores próximas a sua toca. O fogo era aceso no terreiro e as panelas ficavam também penduradas em artes de bambus. Ruy raramente recebia visitas e quando isso acontecia, ele estava sempre escondido no meio da mata observando cuidadosamente quem se aproximava da sua toca. Quando isso ocorria era os seus amigos Courinho, Veio Cotó, Xisto e Tiago Gomes, Antônio Cardoso e o velho João Batista, que também caçava naquela região.

Pouco se sabe da origem de Ruy Tatu e da sua família. Ele dizia que seu pai tinha sido escravo nas bandas de Lagoa Encantada e que ele foi para os limites da antiga Sesmaria Victória, levado por uma tia que o criara. Ali ficou até o resto da sua vida. Havia pessoas em Banco da Vitória que dizia que Ruy Tatu tinha mais de 100 anos quando morreu em 1998. Ruy passou muitos dias sem aparecer em Banco da Vitória e isso chamou a atenção de alguns moradores que foram até a sua toca e o encontraram bastante doente devido as inflamações nos pés provocados por contaminação de bichos de porcos. Levado para o hospital de Ilhéus, Ruy se recuperou e depois foi transferido para uma casa de repouso em Itabuna, onde morreu em menos de 30 dias de internação.

Como ele bem sabia, viver em sociedade não combinava com o seu estilo de vida eremita. Antes de morreu Ruy perguntou a uma freira se ele seria perdoado por Deus por ter matado tantos animais. A religiosa sorriu e disse-lhe que ele já tinha sido perdoado por ter vivido como um verdadeiro anjo das matas. Logo depois Ruy descansou em paz e um dos seus sonhos não foi realizado. Ser sepultado no cemitério de Banco da Vitória. Ruy Tatu foi sepultado numa cova rasa do cemitério de Itabuna e sobre sua sepultura só havia um pedaço velho de madeira com três números escritos. O eremita do Banco da Vitória se transformou então num indigente morto.

Jornal do BV - Campeonato Amador

Saiba mais AQUI!

A História de Banco da Vitória

Antes dos Portugueses

Mas afinal quem eram os índios que viviam na região de Banco da Vitória do Rio Cachoeira? Como esse local era chamado pelos índios?

Antes da chegada dos portugueses a Pindorama (antigo nome do Brasil pré Cabral, dado pelos índios tupi-guarani, derivação de pindó-rama ou pindó-retama, que significa "terra/lugar/região das palmeiras"), essas terras já eram ocupadas por índios de diversas etnias. Os troncos étnicos eram os Tupis, Jês, Aruaques e Caraívas. Os Tupinambás (do grupo dos Tupis) ocupavam os territórios beira-mar que ia do Rio Grande do Sul até à Paraíba. Os índios Teremenbes ocupavam da costa do Ceará até a costa do Pará. Os Kaingangas ocupavam os interiores do Paraná, São Paulo e Santa Catarina. Os Botocudos - inimigos ferozes dos Tupinambás -, ocupavam os interiores de Minas Gerais e Bahia. Nos Pampas Gaúchos tinham os Guaranis e o Centro-Oeste do Brasil era dominado pelos Caiguas, Bororós e Mojós. O Centro do Brasil era dominado pelos Carajás, Caipós, Nhambiquaras e Caraívas. O Sertão era território dos Xavantes e o Norte era território dos Teneteara, Uaiuia e Paruagues. Estimas-se que quando do "achamento" do Brasil em 1500 havia 3,5 milhões de índios divididos em diversas subs-etnias e línguas.

Antes de 1550 o território da capitania de São Jorge dos Ilhéos era ocupado pela etnia Tupinambá na faixa costeira e os Botocudos nos interiores (fronteira de Minas Gerais). Os tupinambás aos poucos foram perdendo território para o subgrupo Aimoré e Jês. Havia ainda pequenos grupos de índios Tupinambás que estavam enfraquecidos e subdividos em grupos menores que se chamavam simplesmente Tupis e que ocupavam a faixa que ia do Recôncavo Baiano até o Estado de Pernambuco e os Tupiniquins (outro subgrupo dos Tupinambás) que ocupavam a faixa que ia de Porto Seguro até o Estado do Espírito Santo.

Quando os portugueses liderados por Francisco Romero chegaram às terras ilheenses, quem comandava essa região eram em sua maioria os índios tupis, dos subgrupos tupiniquins. Havia também os tupinambás mais ao norte do litoral baiano e os aimorés mais para o interior das matas.

Os índios tupiniquins de Ilhéus viviam exclusivamente no litoral. Eles sabiam nadar, - ao contrário dos aimorés, que não conheciam essa técnica. Os tupiniquins eram amigáveis e foram fundamentais para a construção da vila de São Jorge dos Ilhéus. Esses índios eram exímios caçadores e pescadores. Dominavam as técnicas rudimentares de cerâmicas e cestaria. Viviam em cabanas cobertas de palhas de palmeiras e dormiam sobre um tipo de cama feita de madeira fina, chamada “giróis”. Normalmente as cabanas eram coletivas e formavam pequenas aldeias. Esses índios eram hospedeiros e não praticavam comumente o canibalismo. Isso só ocorria aos términos das guerras contras os tupinambás ou os temidos aimorés. Contudo, os tupiniquins não aceitaram os métodos de escravidão impostos pelos colonizadores portugueses e logo se iniciou os atritos entre esses povos.

Saiba mais aqui...