Livro - Banco da Vitória - A história Esquecida

Livro: Banco da Vitória 
A História Esquecida das Margens Vitoriosas do Rio Cachoeira.
A segunda edição do livro Banco da Vitória - A História Esquecida das Margens Vitoriosas do Rio Cachoeira, já está disponível para encomendas e reservas de exemplares, que serão entregues em 31 de março de 2017, em Banco da Vitória.


A segunda edição do livro Banco da Vitória - A História Esquecida das Margens Vitoriosas do Rio Cachoeira, já está disponível para encomendas e reservas de exemplares, que serão entregues em 31 de março de 2017, em Banco da Vitória.
A nova versão do livro tem 170 páginas e foram incluídos 6 novos capítulos, bem como 44 fotos antigas.
A tiragem é limitada a apenas 200 exemplares. Portanto, se você quiser obter um exemplar deste livro, deve, em Banco da Vitória, fazer a encomenda com Cremilda Santana ou Jair Rodrigues. 
Pela Internet, você poder fazer sua reserva por este link: https://goo.gl/DM7Ghn e pagar com o cartão de crédito.
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O preço do livro é o mesmo da 1ª. Edição. R$ 30,00 e pode ser parcelado no cartão de crédito em até 6 vezes.
Observação: só garantimos a entrega dos exemplares reservados e pagos dentro do limite da tiragem (200 exemplares) e do prazo supracitado. Portanto, para garantir o seu exemplar é necessário que você faça o pagamento no ato da reserva e não no dia da entrega.
Conheça o sumário do livro Banco da Vitória:
1 - Agradecimentos 4
2 - Apresentação 8
3 – Banco da Vitória – A primeira capital do cacau. 13
4 - Banco da Vitória, à sombra da história da Capitania de São Jorge dos Ilhéus
5 – Nas Margens do Rio Cachoeira 29
6 - Antes dos Portugueses 39
7 - A influência dos povos africanos em Banco da Vitória 50
8 – A colonização europeia em Banco da Vitória 59
9 - A colonização dos retirantes nordestinos 62
10 - As primeiras explorações da região de Banco da Vitória 65
11 - A Trilha do Banco 73
12 – Ferdinand Freiherr von Steiger-Mussinger: O Barão de Banco da Vitória. 76
13 – A Visita do Príncipe Maximiliano ao Banco da Vitória. 80
14 - A Sesmaria e a Fazenda Victória 83
15 - A origem do nome de Banco da Vitória 92
16 - A Rainha (ou princesa) da Fazenda Vitória 96
17 - O Porto do Jenipapo e o desenvolvimento de Banco da Vitória 102
18 – Os ciclos de desenvolvimento do Banco da Vitória 108
19 - Os Tempos Áureos do Cacau e o desenvolvimento de Banco da Vitória 111
20 - Banco da vitória – A vila que quase virou cidade 123
21 – A estrada Ilhéus – Itabuna e o Declínio de Banco da Vitória 127
22 - O Bairro de Banco da Vitória 132
23 - Alternativas de desenvolvimentos sociais para o Banco da Vitória 136
24 - Os “bairros” de Banco da Vitória e suas referências geográficas 138
25 – Crônicas de Banco da Vitória 144
26 - As Sementes das nossas vitórias 149
27 - Conclusão 154
28 - CEP’s e Ruas da região do bairro de Banco da Vitória 156
29 - Referência históricas de locais e imóveis em Banco da Vitória 159
39 - Referencias locais antigas: 160
31 - Referências Oitivas 162
32 - Referências bibliográficas 163
33 – O Autor 165
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Texto descritivo:
O Banco da Vitória é uma das localidades mais antigas do Sul da Bahia. Sua ocupação se iniciou no meado do século XV, quando do desbravamento da Capitania de São Jorge dos Ilhéus (BA). Devido ao trecho navegável do rio Cachoeira entre a sede da antiga vila de São Jorge dos Ilhéus e a localidade, por estas terras estiveram padres jesuítas, desbravadores e bandeirantes portugueses, bem como diversos estudiosos europeus.
Antes da ocupação portuguesa, a região de Banco da Vitória era disputada por índios Tupiniquins e Aimorés, devido seu caráter religioso para estes povos. 
Por mais de quatro séculos essa localidade ilheense foi passagem obrigatória para os desbravadores, plantadores de cacau e fundadores de localidades e cidades que surgiram na região Cacaueira do Sul da Bahia.
Nas terras de Banco da Vitória foi implantada a secular Sesmaria Victória, depois transformada em fazenda nos anos oitocentistas, onde também havia um dos maiores agrupamentos de escravos africanos no estado da Bahia.
Por muitos anos o porto fluvial do Banco da Vitória, chamado de Porto do Jenipapo, foi um dos mais movimentados do estado da Bahia, por onde circulavam centenas de embarcações. No início do século XX o Banco da Vitória tinha ares de cidade e foi depois chamada de a primeira capital do cacau, pelo geógrafo Milton Santos, no livro Zona do Cacau.
O Banco da Vitória foi um importante ator na construção da Região Cacaueira do sul da Bahia. Depois, teve o seu desenvolvimento ofuscado pelas crises que assolaram a cultura do cacau. 
Este livro descreve a história dessa comunidade ilheense ao longo dos séculos e tenta, dentro do possível, restaurar sua importância para o desenvolvimento do município de Ilhéus e a formação da região cacaueira do sul da Bahia.
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Livro - Prosas e causos de Banco da Vitória

Livro - Prosas e causos de Banco da Vitória. Participe deste projeto e promova a distribuição gratuita deste livro. Faça sua doação, receba um livro autografado e patrocine a distribuição de livros para nossa comunidade.

Para maiores informações mande um email para bancodavitoria@gmail.com


Livro: Prosas e Causos de Banco da Vitória.

Roberto Carlos Rodrigues

2016

Sumário

1 - Introdução. 5

2 - A História da Sesmaria e Fazenda Victória. 8

3 - Ferdinand von Steiger-Mussinger - O Barão de Banco da Vitória. 10

4 – Hugo Kaufmann – O provedor mor de Banco da Vitória. 11

5 - A Estrada de Ilhéus-Itabuna e a Bica da Água Boa de Banco da Vitória. 13

6 - A Tragédia de Banco da Vitória. 16

7 - Dias de Canícula, em Banco da Vitória. 18

8 - Zito Alfaiate, o Urubu Aderbal e a Turma da Trilha. 20

9 - As Pescarias de João de Coló. 23

10 - A Índia do Fudião. 26

12 - A Santa Missão. 30

13 - As Estórias de Cabo Jonas. 32

14 - Gaguinho e Siboney. 35

15 - O Grande Encontro. 36

16 - Seu Pedro Preto. 38

17 - O Caroço de Bembeu. 40

18 - A Quase fatal Dor na Titela. 42

19 - A Tesoura de Seu Faustino. 45

20 - Os Hippies de Banco da Vitória. 47

21 - 2 Metros e 9 Centímetros de (quase) macho. 49

22 - O carnaval de Banco da Vitória. 51

23 - Quem Bateu em Tum?. 54

24 - O Dia da Trágica Vacinação. 57

25 - A Noite no Circo. 59

26 - O Forró de Maria Alcina. 60

27 - Você é de quem?. 62

28 - O Forró de Dona Raquel 63

29 - O Cinema de Banco da Vitória. 65

30 - Futebol! 68

31 - Lampião e o Banco da Vitória. 70

32 - Os Maravilhosos Sabores de Banco da Vitória. 72

33 - Os Comem Concretos. 75

34 - O Banco da Vitória na Guerra das Malvinas. 77

35 - O Petróleo de Banco da Vitória. 79

36 - Jorge Amado e o Banco da Vitória. 81

37 - Perdemos Neguinha, ganhamos uma lenda. 83

38 - De quem é esse jegue?. 85

39 - A Fantástica Oficina de Nestor Pereira. 87

40 - São João passou por aí?. 89

41 - Antônio de Isaías -  Ah! Não vai dá não! 91

42 - Joaquim Rodrigues Araújo, o Quincas de Banco da Vitória. 93

43 - O Agouro Fatal 94

44 - Herval Soledade, Amigo de Banco da Vitória. 96

45 - As Cores de Banco da Vitória. 98

46 - O melhor Sobe-e-Desce do Mundo. 99

47 - Projeto Cozinha Alternativa de Banco da Vitória fracassa em 90 dias. 100

48 - Feliciano de Assis - A Pedra Angular de Banco da Vitória. 102

49 - A Tabaca de Luiza Preta. 105

50 - Dominguinhos da Farinha abre nova filial nas bandas celestiais. 107

52 - Quando Fui Fazendeiro de Cacau. 108

53 - O Melhor Nego Bom do Mundo. 110

54 - A Melhor Farofa de Arroz do Mundo. 111

55 - Salve o Pobre Ousado! 112

56 - A fantástica biblioteca do professor Juracy Martins Santana. 114

57 - As Conduções de Banco da Vitória. 117

58 - O Conjunto musical de Oficial do Cavaquinho. 119

59 – As Papas Gatos de Banco da Vitória. 121

60 – Maroto - O matador de Banco da Vitória. 123

61 – Dona Lia - A Matriarca de Banco da Vitória. 125

62 - Como Chegar a Banco da Vitória – Ilhéus - BA.. 135

63 - Dados do Autor: 137



A Trilha do Banco (da Vitória).

Até o ano de1709, havia poucas incursões para o interior da capitania de São Jorge dos Ilhéus. O limite a oeste pode-se dizer que era o engenho da Sesmaria Victória.
            Naquela época, quem infernizava as matas da redondeza já não eram mais os velhos Aimorés, mas sim os Gueréns (um ramo dos Aimorés) – índios de origem no sertão da Bahia que invadiram os domínios dos Aimorés e aterrorizaram essas bandas.
            Os Gueréns eram tão ferozes quanto os Aimorés. Todavia, ao contrário desses últimos, preferiam viver longe das margens dos rios e faziam somente ataques-surpresa aos engenhos de açúcar e fazendas da região.
            Em 1747, citando Silva Campos, o desbravador sertanista João Gonçalves da Costa desbravou as margens do rio Cachoeira, indo até os sertões (atual região próxima a Vitória da Conquista - BA). É dessa época a primeira nomeação extraoficial da Trilha do Banco. Uma picada aberta que margeava o lado esquerdo do rio Cachoeira indo até além da atual cidade de Itabuna, até a Vila de Ferradas.
            Era comum nessa época os desbravadores utilizarem canoas e pequenos barcos para alcançar o banco de areia existente no rio Cachoeira e a partir de ali adentrarem a Trilha do Banco, indo andando ou em lombos de burros e mulas para os sertões da Bahia e Minas Gerais. Próximo à atual Vila de Cachoeira a Trilha do Banco mudava de nome e se chamava Trilha do Rio e se estendia com este nome até a Vila de Ferradas (atual bairro de Itabuna) onde, de fato iniciava-se a trilha titulada DE Caminho dos Sertões ou Caminho para Minas.
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            A Trilha do Banco que margeava o rio Cachoeira foi utilizada por séculos por desbravadores, jesuítas e depois fazendeiros de cacau. O seu papel foi fundamental para a exploração e consolidação da região cacaueira do sul da Bahia.

            Documentos históricos citados por diversos autores relatam que somente depois de 1820 a região sul da Bahia começou efetivamente ser explorada e desbravada e muito para isso contribuiu a Trilha do Banco, que era o local onde as canoas e barcos chegavam e dali partiam homens, mulheres, crianças, animais de cargas e todos os tipos de mercadorias. O atual Banco da Vitória era, portanto, a porta de entrada e de saída das matas Atlânticas, em direção a Ilhéus e os sertões, pelo curso do rio Cachoeira.
            A partir de 1810 os desbravadores que vinham da Vila de Ilhéus chegavam de canoas ao Arraial do Banco e dali adentravam na "trilha do Banco" e iam até a "Vila de Cachoeira de Itabuna", então um pequeno arruado (em torno de dez choupanas e um pequeno curral), no meio do caminho entre as atuais cidades de Ilhéus e Itabuna.

Em 1815, apareciam as primeiras referências aos fatos ligados ao povoamento do território que constituiu o atual município de Itabuna.

            Entre os anos de 1812 e 1815, dois fatos históricos marcaram a capitania de São Jorge dos Ilhéus. O primeiro foi a abertura de uma estrada ligando a vila de Ilhéus ao sertão da Ressaca, como era chamada a região do Arraial da Conquista (atual cidade de Vitória da Conquista). A estrada foi concluída em 1815 e teve como ponto de partida as margens dos rios Cachoeira, Salgado e Gavião. Esta obra foi concebida pelo engenheiro e financista mineiro Felisberto Caldeira Brant, marques de Barbacena e utilizou a mão-de-obra de mais de 240 escravos e índios das missões. Essa estrada tinha a extensão de 42 léguas e tinha como objetivo principal escoar mercadorias dos sertões de Minas pelo porto de Ilhéus.

O segundo fato foi a visita do príncipe Maximiliano Wed-Neuwied (entre 1818 e 1819), insigne naturalista que visitou diversas terras da antiga capitania de São Jorge dos Ilhéus, em 1816, indo depois além de Vitória da Conquista e fronteiras de Minas[1].



[1] Esse é um dos Maximilianos que por aqui estiveram. Vide capítulo à parte.

Banco da Vitória - Foto aérea completa


Banco da Vitória - Foto aérea completa. Crédito de captura de tela: José Salomão.

Banco da Vitória em 1928 - por Roberto Carlos Rodrigues.



"Depois da curva o rio encontra os lábios do mar. É a maré salobra. A mata é de um verde brilhoso que cerca as paisagens e anuncia o verdadeiro paraíso indicado pela inesquecível Pedra de Guerra. 

Do céu azul impar respingam pássaros e sonhos de todas as naturezas, cores e possibilidades. É o inesquecível cobertor do lugar.

Nas águas mansas do velho Rio Cachoeira fervilham peixes e mariscos em profusões jamais vistas em todas essas plagas. Aqui não há fome e a paz reina entre a natureza e suas crias.

Nos ares mornos desse lugar, o aroma da terra suada perfuma a vida de um povo feliz pela própria natureza. O cacau brota de árvores em milhares de caules e, como os dias que despencam dos antigos calendários, fazem a alegria dos vivos. Tudo aqui é possível. Sabe-se facilmente. Basta somente o trabalho e a fé. O resto, a terra cuida e protege. 

Sabe-se logo que se está em Banco da Vitória do Rio Cachoeira. O destino dos sonhos possíveis. Ainda não é Ilhéus, se ver pela falta do mar aberto e pelo aroma ainda fraco da maresia. Mas, por certo, o melhor lugar do mundo já foi alcançado.

Pelo menos é assim que pensam os moradores deste lugar. É assim que eles se orgulham e se defendem. São felizes com o privilégio divino de viver neste maravilhoso lugar. Ali são amados e amantes.

Se ainda há melhor lugar, então eu sei que preciso de novas caminhadas. Pois estou em Banco da Vitória. Na verdade, sinto-me realmente vivo e pronto para brotar na terra que tanto sonhei encontrar.”